segunda-feira, 18 de novembro de 2013

SAUDOSAS SAUDADES...

           Hoje ela me invadiu, mas dessa vez não amargou meu coração,  na realidade fez com que ele batesse mais forte.
           Saudade, sentimento indecifrável. Surge nos acasos da vida. Num susto, se apossa dos pensamentos,  fazendo com que cada célula do corpo acorde e sinta.
           Alucinógeno natural, combinado ao amor, causa efeitos colaterais gravíssimos.  Choro descontrolado, dores inexplicáveis no peito, suor em excesso,  às vezes a boca amarga, às vezes adoça.
          Coração ora bate acelerado, ora acalma. Picos de sensações diversas e adversas. Mas, depois de um tempo o corpo acostuma, a mente aceita, compreende.
           A vida é cíclica. O fins acontecem, abrindo espaço para novos começos.
           Ao ouvir Cartola me intimando a ver o céu com toda sua leveza poética senti novamente. 
          Saudades, maior posseira do meu coração, grande companheira, no passado te odiei, mas a intensidade do momento fortalece minha memória e me guia.
           Aceito sua presença e sigo cantando (baixinho, pois não sei cantar) ao mundo os sabores daqueles dias.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

AMOR DE PASSARELA


 "Conversas cirandam
Rostos, olhares, gestos,
As energias, em movimento, unem ideias
Entre salvamentos e melodias que perfumavam o ar
Encontrei seu sorriso...
Ah, o seu sorriso, retrato da felicidade
Posso mirar por toda noite sem me cansar.
Você, causadora do meu melhor
Da ausência a permanência total do sono
O caos, a vida, o beijo
Tudo pára
Te deixo meu olhar
A expressão mais sincera..."


domingo, 30 de junho de 2013

HOJE reCOMEÇO O CONTAR...


Hoje começa a contagem regressiva. 
Me despeço dos sorrisos, dos palpites e das posições estranhas. Vi braços desenhando abraços sinceros, olhares de até logo e aquele sentimento de saudade que surge na despedida. Espio o futuro próximo pelas grades.
Liberdade... a busca pela leveza daqueles dias recomeça... a espera ansiosa pelas risadas, pelo descobrimento de novas expressões, tudo tentando escapar, fugir por todos os poros de meu corpo.
Vou ali e logo volto, preciso respirar, nem que seja por um segundo. 
Na volta espero os braços abertos, novas histórias, nossas conversas... te espero.
Hoje começa a contagem regressiva.
Novas cores, odores, dores e amores. Início a busca pelo interior, pelo auto-conhecimento. Curo as feridas da alma, admiro as cicatrizes do corpo... minhas marcas.
Adormeço no mesmo espaço do passado, escuto vozes informativas, dicas de um ombro bom.
Me envolvo nos sonhos, nos laços das relações surgidas, nas lembranças do que se foi... passou.
O antigo, o novo, a intensidade da cor e a ausência do sabor criam um cenário único em minha mente.
Sensação de noite de ano novo... Fecho os olhos e começo a contar... 10 9 8 7 6...

quinta-feira, 20 de junho de 2013

VEM PRA RUA, VEM...

             
        Há muito não escrevo nesse espaço, pois achei que tinha perdido as palavras, mas nos últimos dias as encontrei presas em meu peito. Coloquei tudo pra fora, cuspi cada sentimento que me sufocava, não quero mais me calar.
        Não acreditava que estaria viva para ver tamanha cordialidade nos atos da multidão, vozes unidas, sem preconceitos e julgamentos. Utopias a parte, senti que as coisas estão mudando, não sei quanto tempo levará, mas sei que algo se transformará.
        Todos estão participando, cada um da sua maneira. Fiquei orgulhosa em saber que mesmo com uma idade avançada, minha vó foi, junto de minha mãe, para a Onda da Paz que aconteceu em Santos, apoiar a ideia de igualdade para todos, de que podemos mudar.
       Podemos ser a geração Coca-cola ou Facebook, podem chamar como bem entender, mas nos movimentamos, saímos da inércia social, nos unimos pelo bem da nação, tentando banir o individualismo político e suas politicagens, enchemos as ruas, lutando pelo bem geral.
           Tentaram desacreditar o movimento, acabar com nossas ideias e com a nossa força, mas dessa vez não nos abatemos, mesmo em meio a destruição material e moral cometida por alguns ignorantes.
         Desejo que o que vimos não seja mais um ato de imediatismo do povo brasileiro, que a nação continue unida por pelo bem estar de todos e promovendo a paz.
              Parafraseando Jorge Ben, digo que "Eu vou torcer pela paz, pela alegria, pelo amor..."



domingo, 13 de janeiro de 2013

COM CALMA, COM ALMA...

           
  
                         
                         Busquei o silêncio. Preciso dele para começar, é muito difícil mudar tanto, abandonar alguns vícios, perceber que alguns dramas não valem o sacrifício da discussão.

                 Tudo aconteceu quando entendi, devo respirar mais e falar menos. Estou na vivendo da mudança, da transformação. As palavras saem sem sentido, mesmo quando respiro, quando pondero o que devo colocar. Tento organizá-las em minha mente, para que eu possa compreender o que preciso dizer, como seguir em frente.

                        Dias de busca, mantras entoados, bons pensamentos e o silêncio, que esteve sempre entre as memórias, saudades e lágrimas. Busquei o silêncio quando tentava abandonar o lado atriz dramática. Chega, isso cansa, causa rugas. A sensatez da ausência de sons te permite pensar, analisar com clareza.

                       Lembrei das simples palavras de uma amiga, "com calma, com alma", e finalmente entendi que é assim que devo viver, aos poucos e com toda a alma.
              

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

APENAS DESEJOS...

         Queria que as palavras saíssem do meu corpo com a mesma facilidade que as lágrimas. Queria que o amor fosse tão fácil quanto fazer um bolo. Queria que as conversas sérias pudessem acontecer com sorrisos. Que a solidão fosse uma festa. Que a distância se resolvesse com uma fotografia.
         Queria que a saudade só existisse por uma hora e que os beijos durassem semanas. 
         Queria que os sonhos mais loucos virassem realidade, que ao fechar os olhos, tudo se acertasse.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

SALVE O CORINTHIANS...



      

    Hoje tudo remete àqueles tempos passados. O bolo de cenoura, a sensação alegre de vitória do Corinthians, a lembrança de seu abraço que cheirava a café e cigarro.

Saudades daqueles dias onde as coisas eram simples, os dias mais longos, as pessoas eram mais alegres e a família, mais próxima.

Muito tempo se foi desde a última vez passei por aqui revirando a memória. Achei que tivesse esquecido, senti medo (para mim, o esquecimento é a pior morte).

Tive um estalo, um cheiro no ar, uma recordação única. Sensação maravilhosa, vontade de ligar e ouvir aquela risada gostosa do outro lado da linha enquanto aceito a derrota e o parabenizo pela vitória de seu time.

Hoje presenciei um fato histórico, que traria aquela sensação alegre já citada. Mesmo palmeirense, me sinto feliz pela vitória e canto aquele hino que meu avô me ensinara:

"Salve o Corinthians, campeão dos campeões (...)"